Revisor Independente para o PMI (PMI-Scheduling Professional)

Trabalho Voluntário – PMI

     Com grande satisfação recebi um novo convite para participar junto ao PMI de trabalhos relacionados à evolução da carreira do Gestor de Projetos.

     Em 2007, fui escolhido como único Latino-Americano a participar do Portfolio Role Delineation Study Group em um evento que aconteceu em São Francisco, EUA. Frutos deste trabalho podem ser encontrados na área do PMI dedicada aos avanços da carreira, onde desenvolve os “Roles” (papéis) para os gestores de projeto, programa e portfólio.

     Agora em 2012, participo da revisão de um estudo similar, desta vez realizado por outro grupo em um encontro nos Estados Unidos, relacionado ao PMI-Scheduling Professional (PMI-SP)® role delineation study (RDS).

     O conteúdo trabalhado é confidencial até a publicação oficial pelo PMI, mas posso dizer que a revisão auxilia no trabalho de entendimento do real papel do gestor especialista em cronogramas, as habilidades a ele necessárias, as responsabilidades sob seu domínio e as fronteiras entre o trabalho que este profissional realiza em função de outros profissionais em projetos, como o Gestor de Projetos, Programas, Portfólio ou Escritório de Projetos.

 


From: Jacqueline Siano
Sent: Monday, February 13, 2012 2:07 PM
To: PMI Scheduling
Subject: PMI-SP Independent Review

 

     Thank you for volunteering to serve as an independent reviewer for the PMI-Scheduling Professional (PMI-SP)® role delineation study (RDS). PMI has undertaken the RDS to identify the tasks performed and knowledge and skills required for competent practice. RDS is an industry standard method of identifying the components of a certification program.

     This e-mail contains an overview of the role delineation structure and your responsibilities as an independent reviewer. Please read this e-mail carefully and in its entirety.

      Overview of the Role Delineation

     The role delineation consists of:

Domains – the major responsibility areas that make up a profession. Domains are mutually exclusive and encompass all of the tasks performed in practice.
· Tasks – discrete work elements within domains. Tasks are distinct, identifiable, and specific practice-related activities.
· Knowledge – learned information, not specific to a particular project or organization, necessary to perform one or more tasks.
· Skill – a proficiency that is acquired or developed through training or experience and is necessary to perform one or more tasks.

[...]

Jacqueline N. Siano
Research Director
Professional Examination Service

Uma provocação para o Caminho Crítico (2012)

     Apesar deste ser o quinto conjunto de slides para quem estiver se aventurando pelo Spider CPM, estes slides abordam somente a questão teórica (e prática) das folgas e definições de Caminho Crítico, sem uma abordagem específica para a ferramenta Spider.

     Já parou para pensar que a “sua folga” (de fim-de-semana) não é folga no caminho crítico? Veja os slides e deixe o seu comentário!

 

Peter.

Considerações sobre a EAP

 

     O livro “O Mapa da Mina” é uma publicação piloto para uso dos recursos de impressão sob demanda do Clube dos Autores.

     Com alguma surpresa, encontrei o livro copiado no SCRIBLE e como ele de fato é de distribuição livre (em sua versão digital), resolvi passar para este blog o link para o livro.

Leia o Livro
Considerações sobre a EAP e Cronogramas


Veja o Índice

A Nova Revolução Russa (Spider SCPM)

     Prezados,

     Não canso de me surpreender com o Marcus Possi, agora já companheiro de algum tempo em nossas aventuras e desaventuras com o Spider Project.

     Ontem (pela noite, visto que agora já é madrugada), perguntei a ele se valeria a pena pedir aos russos que colocassem um link no SCPM que levase a um site tipo moodle específico onde pudéssemos trabalhar o tema SPIDER para a nova comunidade que esperamos formar.

     Algumas horas depois, já temos o Moodle no ar com o boneco do SpiderProject – CPM disponível para eu inaugurar este fórum…

     Bom, há tempos eu e o Marcus Possi (e em breve apresentaremos alguns outros) fomos picados e envenenados pela Aranha. Conseguimos provocar o russo Liberzon a lançar uma versão de uso gratuito – que já tem algumas centenas de usuários – mas que por sua quantidade limitada de atividades (Desk200) não virou a bola da vez.

     Este ano começamos com o lançamento do Spider CPM – uma versão sem limite de atividades e exclusiva para a aplicação do CPM (ou seja, não faz nivelamentos). Considerando que 9 em cada 10 usuários MS-Project que conheço não utilizam nivelamentos de recursos, o Spider CPM agora tem a chance de se tornar “a ferramenta” de mercado, criando assim uma comunidade de usuários que poderá utilizar este software para casa, escola ou trabalho com a certeza de que estará entrando em um mundo “sem bugs”.

     Embora nenhum desenvolvedor possa garantir soft sem bugs, a Spider tem orgulho de manter um suporte técnico que está pronto a lançar uma nova versão da ferramenta com algumas semanas após algum bug que possa comprometer o trabalho de alguém venha a ser encontrado.

     O Spider tem algumas peculiaridades que lhe são exclusivas e a grande curva de aprendizado está na sua interface “não Microsoft”. Mais do que nunca, vencer esta barreira pode ser uma oportunidade para crescimento profissional fora de série… Aceite este desafio e conheça a ponta do iceberg da melhor ferramenta de planejamento do mercado, líder na região em que nasceu (países da extinta União Soviética)!

 

Abraço,
Peter Mello, SpS, PMP, PMI-SP

Tarefa Hammock (Debate) – Parte II

Antes de continuar, algumas considerações:

1- Este material surgiu em função de um debate na lista da E-Plan.
2- Você pode visualizar a parte I do Debate (Clicando aqui)
3- Você pode saber mais sobre o tema abortado – Hammocks & Exemplos aplicados – (Clicando aqui)

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Carta de Farhad Abdollahyan sobre Hammocks:

 

     Caro Peter,

     Para começar, no exemplo não sei de onde vem a Corrente Critica (30 dias)!!! E depois o 25 dias, dado que as atividades supostamente tinham 10 (C) e 20 dias (A, B e D) de duração!

     Dependendo da maneira que nivelarmos o projeto, passamos de 40 dias sem nivelamento para 50 ou 60 dias, dado que o caminho crítico sem nivelamento é Início-A-B-Fim. (0+20+20+0). Se colocarmos uma prioridade maior no C, o MS Project nivelará a atividade A e teremos:

“corrente crítica” = (C)Farhad 10 + (A) Farhad 20 + (B) Peter 20 = 50

Senão teremos

“corrente crítica” = (A) Farhad 20 + (B) Peter 20 + (D)Peter 20 = 60

     Em segundo lugar, creio que está cometendo um erro crasso de conceito e outro de entendimento do problema!

     Quando escreve que “Se eu prender uma atividade HAMMOCK em INICIO e FIM e colocar FARHAD e Peter como recurso utilizado nela” não faz menor sentido. Uma atividade “Hammock” ou “Summary Activity” é “um grupo de atividades do cronograma agregadas, relacionadas em algum nível de resumo e exibidas/relatadas como uma única atividade no nível de resumo”, em outras palavras, uma Hammock não é uma atividade de verdade, é apenas uma sumarizadora, portanto, não devemo alocar recurso nela diretamente.

     Para criar uma HAMMOCK, criamos um marco de início e um de fim e relacionamos logicamente as atividades desta sub-rede (ou sub-projeto) e temos uma hammock. No MS Project conseguimos este efeito criando uma indentação, e o SW demonstra uma barra preta variável (como você disse) cujo início tem uma relação início a início com a primeira atividade da rede e o seu ponto final tem uma relação término a término com a última (no seu exemplo “início” e “Fim” respectivamente).

     De certa forma, representa o pacote de trabalho.

     O outro erro seu é que recomenda uma atividade sumarizadora para o colega que tem dois grupos de atividades distintas:

     (1) Atividades que irão produzir as entregas propriamente ditas, e (2) Atividades de fiscalização e apoio que não geram entregas tangíveis.

     Se indentar as atividades principais e criar a super guarda-chuva (HAMMOCK) não irá resolver o problema do colega, pois o que ele quer realmente é poder inserir atividades de fiscalização e apoio.

     E não se trata de questão de SW, pois para dizer a verdade, o MS Project até permite associar recurso a esta atividade sumarizadora (e calcularia os custos como o colega quer), mas este macete tem dois problemas: (a) MSP soma os custos das atividades de sub-rede com os custos dos recursos alocados diretamente na Hammock e mostra tudo no Hammock, isto pode confundir! (b) Da mesma forma que não é correto colocar predecessor ao nível da Hammock, não devemos também alocar recurso no Hammock.

Abraço,

Farhad

 

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Peter Mello, em resposta a carta:

 

      Farhad,
      Meu erro foram as unidades. Eu comecei com a unidade DIA e depois coloquei o custo HORA. Onde eram 20 e 10 dias, eu fiz o exercício com 10 e 5 dias (portanto basta dividir os seus achados por 2 para acertar com meu erro de unidades).
O raciocínio está correto e os resultados (ajustados) também:
- seus 60 dias seriam os meus 30
- seus 50 dias seriam os meus 25.
- o valor hora é de fato R$ 1,25 (para dar os R$ 10,00 por dia que usei nas minhas contas)
No entanto:

      A) O MSProject precisa que você faça ajustes manuais durante o nivelamento para achar o melhor resultado. Se você tiver 4 ou 40 atividades, vai conseguir fazer a priorização correta e ter um bom retorno. Se tiver 400 ou 4000 atividades, não pode depender de priorizações manuais para encontrar o melhor nivelamento
      B) O MSProject não mostra a corrente crítica. Apenas coloca em vermelho os elementos pertencentes ao caminho crítico CPM e portanto todas as folgas não tem qualquer utilidade.
      Quanto aos usos da HAMMOCK:
      - A descrição da Hammock no Practice Standard of Scheduling nasceu DEPOIS das hammocks serem inventadas e aplicadas em diversos softwares. Não é por que o Practice Standar diz que a hammock só pode ser utilizada para A, B ou C que ela também não possa ser usada para D, E ou F. No entanto, a regra MÍNIMA estabelecida para uma hammock é que ela seja capaz de agregar durações provenientes das atividades que ela sumariza. No Standard, tarefa sumário e hammock são sinônimos, o que não é exato. A hammock se presta a sumarizar atividades que não estão em subitens da mesma decomposição da EAP, enquanto a tarefa sumário está sempre presa a estrutura hierárquica da decomposição.
      - Por estas “funções extras” da hammock que não estão no Practice Standard e nem no MSProject, mas estão no Primavera e no Spider é que a hammock se presta exatamente ao que o colega quer, durante sua análise de fiscalização.
     - Você sabia que durante o preparo do Practice Standard houve uma votação para ver se “cronograma nivelado por recurso” deveria entrar ou não no Standard? Como a base dos desenvolvedores é americana e eles usam CPM e prestam pouca atenção a CCPM ou qualquer método que faça nivelamento adequado de recursos, cronogramas baseados por recursos quase não foram contemplados no Practice Standard.
     - Se isso tivesse acontecido, isso iria fazer com que as pessoas que utilizam corrente crítica ou resource critical path deixassem de usar ? O standard não é prescritivo e sim descritivo.
Vou preparar um PDF com tudo, para você ver como funciona.

 

Abraços,
Peter.

Tarefa Hammock (Debate) – Parte I

Antes de continuar, algumas considerações:

1- Este material surgiu em função de um debate na lista da E-Plan.
2- Você pode visualizar a parte II do Debate (Clicando aqui)
3- Você pode saber mais sobre o tema abortado – Hammocks & Exemplos aplicados – (Clicando aqui)

 

Carta de Farhad Abdollahyan sobre Hammocks:
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—– Original Message —–
From: Farhad Abdollahyan, PMP
To: planejamento@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, June 19, 2009 12:06 PM
Subject: [E-Plan.br *9 Anos*] – Re: Tarefa Hammock

 

      Caro Peter,
      Não pretendo polemizar, mas cabe alguns esclarecimentos:

     (1) o colega usa MS Project, não SPIDER ou Primavera, portanto, o que lhe aconselhei resolverá o problema dele.

     (2) O que eu estou colocando, em termos de pacotes de trabalho e atividades gerenciais, também deve ser valido em qualquer outra ferramenta (Spider, I-Nexus, Primavera, Clarity, etc.), pois, a partir do momento em que alguém colocasse uma atividade que começa com marco inicial do projeto e que termine com o marco final esta tarefa se transforma em um dos caminhos críticos do projeto.
É simples assim!
Se nivelasse esta atividade, em qualquer SW decente de GP, o prazo total do projeto irá estender, o que convenhamos é um contra-senso total!
     (3) Não faz sentido de fazer nivelamento de recursos em atividades gerenciais (fiscalização e apoio) se este nivelamento afetar as datas de entregas técnicas, pois como mencionei “… é correto considerar atividades gerenciais como críticas apenas por que estão no caminho crítico? Estas tarefas realmente atrasam o projeto? A resposta é não!”, ou pelo menos não deveriam! Você não deve atrasar um projeto por que não tem fiscal para liberar ou homologar uma entrega. Não é uma boa prática! Ao contrário, deve adicionar recursos ou mudar a fiscalização de tal sorte que esta atividade não se torne burocrática atrasando o projeto, não acha?
     (4) O que defendo é que as atividades (meio) de apoio gerencial, ou devem ser espalhados ao longo de todos os pacotes de trabalho, ou devem ser concentrados num subprojeto sem amarração com as entregas para não afetar o cerne, ou seja as entregas (fim) que adicionam valor ao cliente. Alias, esta minha posição é respaldada pela técnica de Product-based Planning do PRINCE2.
Se pensar um pouco fora da caixa (do SPIDER), pelo menos por alguns momento, verá que tenho razão.

 

Forte abraço,
Farhad

 

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Peter Mello, em resposta a carta:

 

     Farhad,

     Você se esquece que quando dá uma informação genérica e categórica sobre hammock sem de fato dizer onde se aplica sua resposta, você infelizmente vai passar a informação equivocada para quem não está acompanhando a mensagem desde o início.
Somente alguns – que leram todo o thread – vão saber que o colega usa MSProject e que sua resposta é PARA este caso em particular.

     Quanto as suas afirmações:
     I – “Se nivelasse esta atividade, em qualquer SW decente de GP, o prazo total do projeto irá estender, o que convenhamos é um contra-senso total!”
Errado. Um bom software de nivelamento poderá de fato descobrir formas de REDUZIR o tempo global de projeto por perceber o custo que a atividade de fiscalização tem no projeto. Ele irá buscar alternativas de mudança de prioridades nas atividades reais de projeto para que o valor global do projeto seja REDUZIDO. Lembre-se: a hammock não determina o tamanho do projeto. Ela tem o tamanho de suas atividades determinadas pelas atividades a qual se relaciona. Se eu mudo a ordem entre elas, a hammock DIMINUI.

Exemplo:
Inicio>A>B>Fim
Inicio>C>D>Fim
- A, B e D tem 20 dias
- C tem 10 dias
- A e C são executadas por FARHAD
- B e D são executadas por PETER
- FARHAD custa R$ 10,00 a hora
- PETER custa R$ 10,00 a hora.
- Se eu prender uma atividade HAMMOCK em INICIO e FIM e colocar FARHAD e Peter como recurso utilizado nela, então o software irá calcular:
- Farhad: Uso em A, C e também em todo o tempo restante do projeto.
- Peter: Uso em B e D.

     NOTA: após o envio do email (editado no Blog): As durações A,B,D são de fato 10 dias e C apenas 5 dias. O valor de R$ 10,00 é por DIA, não por HORA.

     Se eu utilizar um nivelamento padrão de mercado, eu vou ter a rede nivelada por recurso assim:

Corrente Crítica (30 dias)
- Início>A (FARHAD, 10 dias = 100 reais) > B (PETER, 10 dias = 100 reais) > D (PETER, 10 dias = 100 reais) > FIM
Caminho Não Crítico:
A > C (FARHAD, 5 dias = 50 reais) > FIM
Hammock:
- Irá calcular o custo de Farhad quando não estiver trabalhando = 30 dias – 15 = 15 x 10 = R$ 150,00
- Irá calcular o custo de Peter quando não estiver trabalhando = 30 dias – 20 = 10 x 10 = R$ 100,00

     CUSTO FINAL DO PROJETO = R$ 300 (corrente critica) + R$ 50 (caminho não crítico) + R$ 250,00 (hammock)

     TOTAL: R$ 600,00 (ou 30 dias com 2 pessoas a 10 reais cada)
Se eu utilizar o nivelamento de um BOM SOFTWARE (que você disse que ia aumentar o projeto), o resultado é:

Corrente Crítica (25 dias)
- Inicio>C (FARHAD, 5 dias = 50 reais) > B (PETER, 10 dias = 100 reais) > D (PETER, 10 dias = 100 reais) > FIM
Caminho Não Crítico:
C > A (FARHAD, 10 dias = 100 reais) > FIM
Hammock:
- Irá calcular o custo de Farhad quando não estiver trabalhando = 25 dias – 15 = 10 x 10 = R$ 100,00
- Irá calcular o custo de Peter quando não estiver trabalhando = 25 dias – 20 = 5 x 10 = R$ 50,00

CUSTO FINAL DO PROJETO = R$ 250 (corrente critica) + R$ 100 (caminho não crítico) + R$ 150,00 (hammock)
TOTAL: R$ 500,00 (ou 25 dias com 2 pessoas a 10 reais cada)

 

CONCLUSÃO:
A) A hammock não muda o caminho crítico;
B) A hammock permite o cálculo gerencial de desperdícios em projeto;
C) A hammock apoia o software em tomada de decisão quanto ao melhor sequenciamento entre recursos.

     II – “(3) Não faz sentido de fazer nivelamento de recursos em atividades gerenciais (fiscalização e apoio) se este nivelamento afetar as datas de entregas técnicas… é correto considerar atividades gerenciais como críticas apenas por que estão no caminho crítico? Estas tarefas realmente atrasam o projeto? A resposta é não!”, ou pelo menos não deveriam! Você não deve atrasar um projeto por que não tem fiscal para liberar ou homologar uma entrega.”

     Farhad: Claro que não queremos atrasar um projeto por que a fiscalização não homologou alguma coisa. Mas o fato é que isso ACONTECE e portanto tem que ser levado em consideração em nosso projeto!

     Meu papel não é remover um problema do meu modelo de cronograma por que não quero que ele aconteça. Meu papel é colocar o problema no modelo e descobrir qual é a forma de minimizar o impacto caso isso aconteça. Portanto, exatamente por que um fiscal pode de fato atrasar o projeto e se tornar uma atividade crítica embora não deva ser, eu preciso definitivamente tentar trazer esta situação para o meu modelo e ver alternativas para lidar com o problema!
Você continua “Ao contrário, deve adicionar recursos ou mudar a fiscalização de tal sorte que esta atividade não se torne burocrática atrasando o projeto, não acha?”

     Claro que acho! Exatamente por que pode ser necessário adicionar mais recursos de fiscalização para evitar os problemas é que eu preciso calcular o TEMPO, os RECURSOS e os CUSTOS desta fiscalização como parte do meu projeto!! Somente se eu colocar esta situação no meu cronograma e descobrir COMO atuar com ela é que vou eliminar o problema e não simplesmente tirando a atividade de fiscalização do meu projeto!

Abraço,

 

Peter.

[E-Plan.br] – Dúvida (Links com Lag negativo) – Parte II

Antes de continuar, algumas considerações:

1- Este material surgiu em função de um debate na lista da E-Plan.
2- Você pode visualizar a parte II do Debate (Clicando aqui)
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Carta de Vitor Verly:
—– Original Message —–
From: vitor_verly
To: planejamento@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, September 12, 2008 4:25 PM
Subject: [E-Plan.br] – Dúvida (Links com Lag negativo)

 

Peter,
     Concordo plenamente com a colocação de “produtividade” na cabeça para determinar lag em dias. Mas no exemplo que você colocou, eu usaria SS + 90%. A pessoa quando usa um link FS – 10%, a meu ver ela está querendo encurtar seu trabalho usando um “gatilho”.

     Vou colocar o exemplo da apostila da MBA – você diz que uma sequência de atividades. (A – Negociar contrato de locação) = 10 dias dur. (B – pintar a casa) 3 dias dur. O link é [A TT(-5) B]. Neste caso ainda mais grave que um simples lag negativo, a atividade sucessora está prevista para terminar antes da predecessora e o link TT.

     Outro caso, se você linkar três atividades (A= 5 dias / B= 2 Dias e C= 5 Dias). Os links são: A FS(-3)B e (B FS C). Neste caso você se a atividade C for realmente sequência dependente de B e A, você precisará fazer o link entre A e C para manter uma sequência real.

      É dificil de explicar isso sem a forma gráfica, mas acho que os links negativos não são aplicáveis, modo que sempre existi uma ligação para substituí-los de uma forma característica certa.

 

Obrigado pela opinião Peter.

 

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Peter Mello, em resposta a carta:

 

Vitor,
     Um cronograma, antes de mais nada, é um modelo daquilo que se espera aplicar no mundo real. Por se tratar de modelo, terá limitações.

     Por ser baseado em uma “metalinguagem” (comandos que indicam o que desejamos), ele pode realmente ter melhorias na forma de se expressar um ou outro ponto.

     Praticamente tudo o que se puder desenhar com um TT e lag negativo pode de alguma forma ser descrito com um II e lag positivo, você tem razão.

      MAS… A regra em si não é incoerente e pode ser que você mesmo se veja obrigado a usá-la um dia!

 

Exemplo:

- Eu estou locado em um projeto por 100 dias.
- Ao término do projeto, estarei sem emprego.
- A solução é determinar um momento para começar a procurar um novo projeto!!

 

      Se eu faço A (II+70) B, eu estou dizendo que com 70 dias que começar o projeto eu começo a procurar outro, tendo então 30 dias para achar uma nova locação sem comprometer meu salário.

      MAS… É isso mesmo que eu quero?

      Não! Eu quero começar a procurar por um novo trabalho SOMENTE com tempo hábil para encontrá-lo, com base a atividade anterior.

     Portanto A (TI – 30) B é muito melhor!
- Quando faltarem 30 dias para acabar o “projeto A”, eu começo a atividade B “procurar outro”.

     Qual o benefício?

- Se no meio do projeto o cliente aumentar o escopo, meu projeto vai para 200 dias e minha regra continua válida !!

(Curioso: Acabo de encontrar um caso onde o lag em DIAS e não volume é perfeitamente aceitável)

 

*** CONCLUSÃO: (para quem só lê o fim)
- Lags negativos não são “chunchos” em sua natureza.
- Lags negativos podem ser dois tipos de “gatilhos”:

     A) Lag “gatilho/quebra-galho”, que é para facilitar a montagem do cronograma sem necessariamente ter um sentido no mundo real (exemplo do Vitor)

     B) Lag “gatilho/aviso”, que é para indicar a necessidade de nova providência em função do avanço de outra (exemplo de se procurar emprego faltando 30 dias para acabar o projeto).

 

Abraço,
Peter

[E-Plan.br] – Dúvida (Links com Lag negativo) – Parte I

Antes de continuar, algumas considerações:

1- Este material surgiu em função de um debate na lista da E-Plan.
2- Você pode visualizar a parte II do Debate (Clicando aqui)
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Carta de Vitor Verly:
—– Original Message —–
From: vitor_verly
To: planejamento@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, September 12, 2008 4:25 PM
Subject: [E-Plan.br] – Dúvida (Links com Lag negativo)

 

Senhores,

      No curso da FGV (Isan – São Luis-MA), MBA gerenciamento de projetos (Módulo – Gerenciamento de tempo) explica que existe o lag negativo e ainda tem exemplo de sua utilização. Essa técnica nomearam de Fast Tracking.

     Entendo eu que um lag negativo não existiria, pois o mesmo descaracteriza os tipos de ligações.

 

Ex:
FS (-2) – Se você diz que uma atividade sucessora deve terminar para
outra iniciar predecessora, como pode ela iniciar antes da sua
predecessora terminar?
SS (-2) – Se você diz que uma atividade sucessora só inicia após (ou
junto) ao inicio da atividade predecessora, como pode ela iniciar
antes de sua predecessora iniciar?
FF (-2) – Se você diz que uma atividade sucessora só termina após (ou
junto) ao fim da atividade predecessora, como ela pode terminar antes
de sua atividade predecessora?
SF (-2) – Este tipo de ligação é compreensível um lag negativo?

 

Obrigado a todos,
Vitor

 

—– Original Message —–
From: “Pablo Emanuel” To: Sent: Friday, September 12, 2008 1:21 PM
Subject: Re: [E-Plan.br] – Dúvida (Links com Lag negativo)

 

Vitor,
     Há alguns dias foi colocado na lista um exemplo de tarefas com lag negativo que fazem todo o sentido: atividades de compras. Se você precisa que determinado equipamento chegue determinado dia no seu projeto, e existe um leadtime de N dias entre a compra do equipamento e a sua chegada, qualquer vínculo com a chegada do equipamento deve ser um vínculo do mesmo tipo mas com lag -N com a compra (e.g. A-(FS)-B, que depende de um equipamento E, gera A-(FS-N)-compra de E, ou, como sugerido aqui A-(FS)-B -(SS-N)-compra
de E).

 

Abraço,
Pablo Emanuel

 

___________________________________
Peter Mello, em resposta ao debate:

 

Vitor,
     Um “lag” é um sinalizador de alteração no tipo de dependência e não uma
contraposição a ela. Ou seja: Se faço FS(-2) eu estou simplesmente dizendo:

- “Dois dias antes de acabar a atividade A eu já posso começar a atividade
B”.

      Portanto é uma regra de negócio, não uma incoerência. O que – ao meu ver – é sempre perigoso é o uso de durações determinísticas…
O que são 2 dias? Em relação ao quê?

 

Veja:
- Vou levar 10 dias para levantar paredes…
- Dois dias antes de terminar, vou começar a fazer reboco.
     Temos A FS(-2) B e a regra parece aceitável. Só que temos uma “produtividade” na cabeça para levantar parede. E se a produtividade for muito menor, o que é DOIS dias quando a atividade levar 30?

     Uma alternativa para este problema é o uso de LAG EM VOLUME
- Faltando 10% para terminar de levantar paredes, eu já posso começar a
fazer reboco.
- Faltando 1 parede de 10, eu já posso começar a fazer reboco …
=====

 

Agora, pense outra coisa:
- E FOLGA NEGATIVA? Existe?
     Pelo que sei, viciados no Primavera irão dizer que sim, já que o software permite (apesar de isso gerar cronogramas irrealizáveis como tal). Encontrar uma folga negativa deveria ser um mecanismo para descobrir uma inconsistência e então resolvê-la até que a folga seja igual ou maior que zero… Portanto, ela é tão válida quanto uma atividade com “numero negativo de pessoas”, cujo sentido único é o de se saber que se o problema não for resolvido, o cronograma é impraticável…

 

Abraço,
Peter Mello, PMP