Considerações sobre a EAP

 

     O livro “O Mapa da Mina” é uma publicação piloto para uso dos recursos de impressão sob demanda do Clube dos Autores.

     Com alguma surpresa, encontrei o livro copiado no SCRIBLE e como ele de fato é de distribuição livre (em sua versão digital), resolvi passar para este blog o link para o livro.

Leia o Livro
Considerações sobre a EAP e Cronogramas


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Babaquices: Scrum x PMBoK

Carta de José Finocchio Jr
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Date: 6/28/2010
Subject: Gostaria de ouvir sua opinião no debate Scrum X PMBOk

 

      Peter, você poderia dar sua opinião no grupo de discussão GERENCIAMENTO DE PROJETOS? Basta seguir o link abaixo. Um abraço, Finocchio

 

 

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Peter Mello, em resposta a carta:

 

      Caro José, obrigado pelo convite e desculpe pelo tempo em lhe responder.

      Roda na Internet, no meio acadêmico e no ambiente profissional há muito tempo um sentimento de incompatibilidade entre o Scrum e o Guia PMBoK® ou de forma ainda mais ampla uma diferenciação entre Métodos Ágeis e o PMBok.

      Vou começar lhe respondendo que aquele que sequer PENSAR que há uma incompatibilidade entre os métodos ágeis e o PMBoK é um BABACA. A coisa é ainda mais grave por que este mesmo babaca também deve pensar que o PMBoK é uma metodologia e nem fora do mundo ágil ele irá fazer bom proveito desta publicação do PMI.

      O que me assusta e por isso aqui vou negritar a palavra BABACA é que existem diversos trabalhos de conclusão de cursos circulando por aí com esta estupidez e ela atesta a burrice generalizada dos coordenadores e bancas de exame acadêmico que concordaram com este absurdo.

      Já vi tratamentos entre o Ágil e o PMI como se estivéssemos falando da diferença entre o Islamismo e o Cristianismo. Há outros “especialistas” mais hábeis ou políticos que vão falar do PMI e suas publicações e os diversos métodos ágeis como se fossem apenas impressões divergentes entre o Católicos e Luteranos.

      Vamos combater esta babaquice generalizada com alguma conceituação básica: O Guia PMBoK® é apenas um compêndio de boas práticas em gerenciamento de projetos e poderá um dia até ser fonte de consulta para conhecermos algo sobre o Scrum ou outros métodos ágeis quando estes forem reconhecidos por algum grupo de envolvidos na manutenção do PMBoK como relevantes àquela publicação.

      Note que o fato de um dia o Scrum aparecer no Glossário do PMBoK não fará com que ele seja mais compatível ou menos compatível com o próprio guia! Também sequer irá confirmar que o Scrum é uma boa prática generalizada ou não para o universo do Gerenciamento de Projetos no mundo pois a decisão final sobre a entrada de novos paradigmas no PMBoK está restrita a um pequeno grupo de “autores centrais” destas publicações do PMI que também não estão isentos de serem também uns babacas no entendimento sobre a questão.

      Como já adianto que vou ser mal interpretado no parágrafo anterior, me permita completar a explicação: NÃO estou afirmando que sejam uns babacas e muito menos estou falando daqueles que hoje foram os responsáveis pelas últimas atualizações encontradas no PMBoK e outras publicações do PMI. Estou apenas dizendo que a decisão final do que é considerado ou não para o PMBoK em última instância está sempre limitado a um conjunto pequeno de profissionais e normalmente ainda carregados de um “bias” ocidental e/ou americanizado por mais neutro que se esforce em parecer.

      Voltando ao Scrum: qualquer equipe de projetos dentro de um paradigma ágil, em maior ou menor grau, pode a qualquer momento se beneficiar de algum conhecimento oriundo do PMBoK ou, ainda, se utilizar de conhecimentos em gerenciamento de projetos que até mesmo aparecem neste Guia e que em maior ou menor grau já são aplicados aos métodos ágeis independente de onde tiverem se originado.

      Vale lembrar que o PMBoK não traz nada de novo e sim aquilo que já se configurou como aplicado em gerenciamento de projetos em uma ou mais áreas, em uma ou mais regiões, por um ou mais grupos e que – no momento de sua redação para o PMBoK foram aceitos pelo limitado grupo de voluntários e ainda menor grupo de “autores centrais” desta e todas as outras publicações do PMI.

      É relevante destacar que métodos ágeis também podem conviver dentro de um mesmo projeto com métodos convencionais e grupos distintos, utilizando métodos distintos, podem estar todos respondendo a um mesmo gerente de projeto, um mesmo cliente final e para entregar um mesmo produto.

      Isso não ocorre somente em uma situação – por exemplo – onde uma equipe está desenvolvendo um hardware qualquer e outra equipe está desenvolvendo o software a ele relacionado (o hardware pode ser uma cafeteira, um computador ou um avião e o software pode ser o contador de minutos de preparo do café ou o sistema de guia de mísseis termonucleares).

      Existem situações onde um mesmo software precise ser quebrado em módulos e sub módulos e alguns destes irão ser administrados em uma dinâmica em cascata, outros com a aplicação do RUP e outros mais com o SCRUM.

      Outro ponto relevante e que vale apena já destacarmos neste email desta madrugada de sexta-feira é que há diversas demonstrações de métodos ágeis que contribuem para o desenvolvimento de projetos que vão além do desenvolvimento de software. Assim, vou adicionar à categoria de babacas aqueles que disserem que métodos ágeis nunca poderão fazer parte do PMBoK por estarem ligados a uma única indústria (TI) enquanto o PMBoK tem uma condição de espaço generalista (acredite, já ouvi esta barbaridade).

      Aproveitando que não preciso oferecer fontes de consulta, encontrar frases de efeito, me valer de citações tiradas de livros importantes para defender de forma idiota um TCC que logo será aceito por um coordenador tão babaca quanto este estudante que busca seu importante título de graduação ou mestrado, vou deixar neste espaço um “alerta geral” para gerentes de projetos tradicionais em qualquer indústria: fiquem atentos aos métodos ágeis e entendam, utilizem, complementem, critiquem e melhorem os seus conceitos pois há muito o que se aprender com o Scrum e com outros métodos ágeis que vale ser aplicado em projetos de todo o tipo e de todo tamanho.

      O alerta também vale para os envolvidos com estes métodos, para que evitem radicalismos e oposições extremistas em nome de Alá ou do Scrum Master e tragam o PMBoK para dentro de suas experiências pois também terão o que aprender.

      Bom, é até aqui que consigo ir nesta madrugada e talvez volte a completar este texto em alguma data futura (provavelmente em rebate à comentários de alguns dos babacas que irão se ofender com o meu texto).

      Abraço do seu ex-aluno, companheiro de seminários e amigo. Me desculpe se o seu debate estiver indo em outra direção no link que me passou, mas não me dei nem ao tempo ou trabalho de segui-lo antes de explicitar a minha indignação com muito do que venho ouvindo sobre o assunto.

 

Peter.

Brasília reconhecida por excelência em Gerenciamento de Projetos

Brasília Reconhecida por excelência em Gerenciamento de Projetos
pelo Instituto Americano de Projetos
(Project Management Institute)

Brasília, DF, Novembro de 2009

— Peter Berndt de Souza Mello recebeu o prêmio do Project Management Institute (PMI®): “Eric Jenett Project Management Excellence Award” por sua ampla contribuição para a prática da profissão de Gerenciamento de Projetos e demonstrou liderança e iniciativa enquanto desenvolvendo avanços em relação a conceitos, técnicas, práticas ou teorias sobre o Gerenciamento de Projetos.

 

        Peter Mello, Diretor de Projetos da X25 Treinamento e Consultoria (X25), oferece serviços de treinamento e Consultoria para organizações governamentais e empresas privadas. Ele utiliza seus recursos e talentos para desenvolver softwares de distribuição gratuita e materiais relacionados ao gerenciamento de Projetos. Peter Mello é consultor em Gerenciamento de Projetos e Portfólios com trabalhos apresentados no Brasil e exterior, com ênfase no Gerenciamento de Riscos e Gerenciamento de Cronogramas com a aplicação da Metodologia SDPM (Success Driven Project Management) e o desenvolvimento de cronogramas baseado em restrições.

        “O Programa de Premiações do PMI reconhece a excelência em gerenciamento de Projetos em diversas categorias para organizações, comunidades, capítulos do PMI, trabalhos voluntaries, produtos e indivíduos,” disse Gregory Balestrero, presidente e CEO do PMI. “Ganhar este prêmio é um testemunho do valor que o gerenciamento de Projetos pode trazer para uma variedade de envolvidos (stakeholders).”

          “Eu conheci ao sr. Eric Jenett em pessoa e entendo que suas conquistas relacionadas ao Gerenciamento de Projetos é uma coisa extraordinária. Eu realmente tenho muito orgulho de receber este prêmio, confiado a mim pelo meu empenho particular,” disse Peter Mello.The Eric Jenett Project Management Excellence Award foi criado em honra a Eric Jenett, um dos cinco fundadores do PMI e o fundador do capítulo de Houston. Ele foi um dos seus presidentes e membro do Conselho Diretivo do PMI e foi eleito PMI Fellow em 1982. O prêmio Eric Jenett foi apresentado ao seu ganhador no 4o Congresso Brasileiro de Gerenciamento de Projetos, em Belo Horizonte, Brasil, nos dias 11 a 13 de novembro de 2009.

Após a apresentação de Key-Note do Presidente do PMI (Greg Balestrero) durante o 4° Congresso Nacional em Belo Horizonte, o Chariman do Board do PMI (Ricardo Vargas) entregou o prêmio a Peter Mello, primeiro Latino-Americano a receber a honra. Pela tarde, Peter Mello também fez uma apresentação como co-autor do trabalho aprovado pela comissão técnica escrito por Alexandre Zoppa, Jefferson Guimarães e Mello.

Sobre o Project Management Institute (PMI)

      É a organização líder mundial em Gerenciamento de Projetos, com quase 500.000 membros e credenciados em mais de 185 países. Desde a sua fundação há 40 anos, o PMI já influenciou mais de um milhão de praticantes, negócios, governos, estudantes e entidades de treinamento. Hoje, os produtos e services do PMI estão distribuídos em uma grande gama de padrões para Projetos, programas e portfolio, bem como com cinco credenciais para a profissão, incluindo a aclamada certificação PMP® (Project Management Professional). O PMI mantém o “Global Corporate Council” e o “European Corporate Networking Group” relacionado a grandes multinacionais e organizações governamentais, endorsando o valor do Gerenciamento de Projetos. É a única associação de Gerenciamento de Projetos com um programa de pesquisa estabelecido, já tendo investido mais de USD 14 milhões de dólares em suporte a dezenas de Projetos de pesquisa desde 1997. Veja mais sobre a associação em www.pmi.org.

História das premiações do PMI:
http://www.pmi.org/About-Us/Our-Professional-Awards/PMI-Professional-Awards-History.aspx 

Press release (PMI):
http://www.pmi.org/About-Us/Press-Releases/Brasilia-Local-Recognized-for-Project-Management-Excellence.aspx 

[E-Plan.br] – Ajuda!! Mapa dos 44 processos de gerenciamento de projetos

Carta de Adriana Costa para a lista E-plan
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—– Original Message —–
From: Adriana Costa

 

     Estou precisando muito da ajuda dos senhores!

     Alguém do grupo teria para compartilhar um mapa com todos os processos de gerenciamento de projetos.

     Porque gerente de projetos tem que ser tão alfinetado por todos departamentos? Eles já te olham com uma cara de “olha o fiscal”…não sei, é minha primeira experiência com gerenciamento de projetos e como gerente.
     Trabalho em uma empresa que nem o dono sabe o que é gerenciamento de projetos, muito menos previsão de faturamento. Pode?

     Preciso do mapa porque alguns departamentos não sabem até onde um gerente de projetos pode entrar para fazer uma solicitação. Tendo uma fonte que não seja a minha poderei ter mais força pra mostrar que não é o fiscal que está dizendo e sim uma fonte de fora.

      Conto com ajuda dos senhores!!!

 

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Peter Mello, em resposta ao debate:

 

Adriana,

Acesse http://www.thespiderteam.com/pmbok2008 para navegar pelo fluxo dos processos;
Acesse http://www.thespiderteam.com/imedia/atualizador.exe para acessar o Inteliframe
(este aplicativo irá permitir navegar por cada processo e verificar suas entradas, saídas e ferramentas).

 

* Para instalar o Inteliframe: Crie uma pasta qualquer em seu computador; baixe o aplicativo e coloque-o na pasta desejada; rode o aplicativo e ele irá criar uma estrutura de pastas e arquivos, trazendo o aplicativo inteliframe.exe; rode o inteliframe.exe para navegar por cada processo.

** Os links acima foram atualizados para novos endereços em uma re-edição deste post em 02/2012 **

 

Visão do fluxo de processos: http://spiderproject.com.br/blog/fluxo-de-processos-do-pmbok/
Fluxo de Processos do PMBOK 2008

     Infelizmente nenhum mapa com os 44 processos do PMBOK irá lhe dar exatamente as respostas que você deseja! O PMBOK não irá lhe dizer o COMO, mas sim uma visão das possibilidades do que pode ser feito (o quê).

     Você pode procurar um curso em uma PMI R.E.P. em sua região.

 

Peter Mello, PMP
X25 Treinamento e Consultoria

[E-Plan.br] – PMBOK – Monopólio de melhores práticas de GP? (II)

- Troca de correspondências sobre “Monopólio de melhores práticas de GP” encaminhada para à lista E-plan –
 

Carta de JL
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From: JL
To: planejamento@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, September 03, 2008 9:16 AM
Subject: [E-Plan.br] – PMBOK – Monopólio de melhores práticas de GP?

 

Srs,
     Gostaria de ouvir (ler) opiniões sobre alternativas de melhores práticas em gerenciamento de projetos, pois vejo uma febre relacionada ao PMI (PMBOK) e uma correria rumo à certificações e exigências das mesmas.

     Não existe nada além do muro? Não se trata de defesa ou oposição, apenas diversificação.

Bom dia a todos.

JL

 

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Peter Mello, em resposta:

 

JL,
Ponto importante.
Sim há alternativas!

      Você pode ver que profissionais como um dos fundadores do PMI, o sr. Russell Archibald, também é mebro do IPMA, entidade nascida na Europa. O Ricardo Vargas, atual diretor do PMI e nosso representante Brasileiro mais evidente naquela instituição também é Certificado IPMA.
     O problema básico no Brasil é que a ABGP, entidade que representa o IPMA no Brasil, ficou fechada a um grupo pequeno de pessoas durante sua fundação por falta de estrutura e hoje que isso já está bem melhor (e ela já vem promovendo mais eventos para que se conheça a instituição e a certificação), ela não consegue a projeção que vemos no PMI.

      Além disso, há diversas outras iniciativas em diferentes partes do mundo.
Um ponto importante é que há um esforço de “sinergia” entre elas… Por isso você vê uma aproximação entre PRINCE2, ISO, PMBOK e diversos outros em termos de conceitos, etc.

 

O que temos que lembrar que:
- PMI não é apenas o PBMOK. Esse é o guia mais popular, mas não o único desta instituição
- Há outras alternativas, mas o importante é melhorarmos o básico em todos os projetos e neste aspecto o PMI alcançou um “nivelamento de conceitos mundial” que é muito importante para a profissão. Assim considero que mesmo que você encontre coisas mais eficientes para você em outras alternativas, você precisa continuar envolvido com o PMI para manter uma chance de diálogo maior com outros.. É como se fosse um “Esperanto” para projetos… Quanto mais gente falar, melhor será para entendermos até o que é diferente !!

 

      Só como curiosidade, a Austrália tinha um “pmbok” todo dela, com características bem originais em uma associação bem particular. Neste ano, contudo, o seu seminário nacional foi integrado ao Seminário do PMI. Por todos os lados precisamos buscar um senso comum, não acha?

 

Abraço,
Peter.

[E-Plan.br] – Re: PMBOK – Monopólio de melhores práticas de GP? (I)

Tópico:

- Troca de correspondências sobre: “PMBOK – Monopólio de melhores práticas de GP” para a lista E-plan –

 

Carta de Guilherme Silva
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Cláudio,

      O processo de certificação exige que se tenha as horas “coordenando uma tarefa de projeto”. Isso qualquer analista faz (exagerando, o faxineiro pode dizer que coordena a atividade de limpeza do projeto tal), sem nunca ter gerenciado nada. E não é exigida horas extras para renovar a certificação – uma vez PMP, o exigido são os PDUS (se não me engano, 60) e a taxa. De qualquer modo, estou falando sobre a não-percepção de valor agregado aos indivíduos que detém a certificação, que eu já disse antes, vejo acontecer.

      Você torce para que a certificação seja banalizada? Eu não… Eu acredito que certificações sejam uma boa maneira de diferenciar uma pessoa que detém certos conhecimentos de outra. Esta pessoa, para ter a certificação, está disposta a comprovar experiência, a estudar, a pagar taxas elevadas, etc. Ou seja, é menos provável que seja um “aventureiro” no mercado. Mas gostaria que todos percebessem a diferença.

 

Atenciosamente,
Guilherme Silva, PMP
www.gerenciamentoeconomico.com.br”

 

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Peter Mello, em resposta ao debate:

 

“A respeito da banalização/necessidade/coerência da Certificação PMP”

 

Guilherme/Comunidade,

     O termo é “atividades de liderança/coordenação” (que é diferente da atividade “fim” de quem não é claramente um GP ou coordenador). Por isso as horas de faxina não contam para o faxineiro e nem as horas de levantamento de requisitos para o analista de requisitos ou atividades de formatação de um cronograma para o técnico de planejamento.

     Isso significa que há sim pessoas no mercado que declaram ter horas de liderança que não possuem efetivamente e esse profissional PODE perder sua Certificação se for levada uma reclamação ao PMI demonstrando o registro inapropriado de horas.

     Se eu sou técnico de planejamento e executo as atividades previstas em meu papel e encaminhadas pelo gerente de projeto, estas horas eu NÃO posso computar em favor do PMP. Para isso há a Certificação CAPM que é para “membros de equipe de projeto”.

     Enquanto técnico, se eu coordeno atividades delegadas a mim pelo gerente como o planejamento de ações específicas de projeto, então estas horas eu POSSO registrar em favor do PMP.

Veja a diferença:

Caso I:
- Um GP cria um cronograma macro e estabelece mecanismos para o técnico coletar informações detalhadas e ajustar o cronograma em mais níveis conforme o entendimento. Depois o GP avalia o trabalho e libera as ações previstas pelo técnico à equipe.

     Neste caso, o técnico cumpriu apenas uma atividade prevista em seu perfil e não é uma atividade relacionada a gestão do projeto e sim sua operacionalização.

Caso II:
- Um GP cria um cronograma macro e encaminha um técnico de planejamento a detalhar ações semanais, verificar sua aplicabilidade, negociar com os envolvidos e garantir sua execução em campo. O GP apenas colhe resultados (criticando ou não) já liberados pelo técnico.

     Neste caso, o técnico exerceu atividades relacionados à gestão de projetos (e não a técnica de montagem de cronogramas) e portanto pode colocar estas horas em seu favor para uma certificação.

O critério é sugeito a enrolação? Sim.
O critéro é passível de multiplas interpretações? Sim.
O critério pode gerar entendimento de cargas horárias diferentes em situações similares? Sim.

      Por esta razão temos pessoas recém formadas e com pequenas experiências em projetos que já tiraram sua Certfificação PMP. Garanto que este número é bem menor nos Estados Unidos do que no Brasil por que incorreções em um currículo vitae nos Estados Unidos dá processo CIVIL e se duvidar até PENAL.

      Há falhas. Mas ainda é melhor do que o processo de certificações baseado em uma sucessão de cursos (fez curso A,B, C, D e passou na prova, então OK).

      E nós – COMUNIDADE EM GERAL e principalmente outros PMPs – podemos, a qualquer momento, encaminhar ao PMI um pedido de verificação de ato impróprio de qualquer membro do PMI ou de um Certificado, desde que devidamente instrumentado com evidências (assim como podemos fazê-lo em relação a um processo civil no Brasil).

 

*** Ter uma certificação PMP sem ter as devidas 4,500 horas em atividades de liderança é ato que fere o código de ética e responsabildiade profissional que assinamos. Isso pode não representar muito em um país onde tudo se copia, mas já é um grande progresso e por isso a comunidade segue crescendo com BONS profissionais, além das ovelhas de outras cores. ***

      Qual é o curso de Engenharia ou Medicina que realmente garante Engenheiros/Médicos competentes?
Qual é a prova de Vestibular que garante o aluno adequado ao curso que irá perseguir como carreira?

      Hoje não posso conceber um GP que pelo menos não conheça um pouco do vocabulário do PMI, mas não vou esperar que saiba um bocado.

      Se, no entanto, ele tiver uma Certificação, vou poder exigir mais deste conhecimento. Não é já um grande progresso?

      E se o cara for só um analista, ou um técnico, quando ele me apresentar a Certificação é bem provável que eu faça uma entrevista já para descobrir se ele não é mesmo um picareta. Isso também – na minha visão – é extremamente útil.

 

*** Dica de Mercado:

     - Nos últimos 5 anos eu contratei, sugeri, validei ou apoiei a contratação de DEZENAS de candidatos a cargos de técnico, coordenador, líder, gerente de projeto.

     - A certificação AJUDA na seleção de currículos, assim como uma boa universidade, uma boa experiência e boas referências.

     - Na hora da entrevista, a cobrança de quem tem uma certificação é MUITO MAIOR. Isso quer dizer que pode ser que na hora H eu fique com um GP que tem boa formação e referências e não tenha a Certificação do que ter um GP que demonstre ter tirado a certificação só por tirar.

     - Se eu cruzar com um cara que venha me pedir emprego que me mostre uma Certificação PMP e não dê evidências da experiência que deveria ter, eu vou ser – além de indelicado – um promotor para que este profissional não tenha outras entrevistas ou oportunidades em outras áreas da empresa. É importante manter CONSISTÊNCIA entre formação, experiência, certificação e objetivos de carreira!

 

Abraço,

Peter.