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Definições ágeis de medição de software não são simples.
Existem alguns princípios comumente aceitos sobre a medição ágil que tendem a ser
bastante confusos, ou pelo menos, grandes geradores de dúvidas entre os que querem utilizar métricas da forma correta nos seus projetos.
Vamos começar com princípios ágeis comuns:

■ O software funcionando é a principal medida de progresso. Essa afirmação é tão ambígua e aberta a interpretações que torna muito difícil para as equipes identificarem exatamente como medir o progresso. Essencialmente, o ponto é que você está se saindo bem se estiver entregando produtos para seus consumidores. O problema é a natureza subjetiva do termo software funcional. Você está entregando algo que funciona de acordo com os requisitos originais, mas apresenta grandes falhas de segurança que colocam em risco os dados de seus clientes? Você está entregando algo que não é tão eficiente que pode fazer com que seus consumidores parem de usá-lo? Se você respondeu sim a qualquer pergunta, provavelmente não está progredindo. Há muito mais para medir o progresso do que entregar software funcioando.

■ Qualquer medida que você esteja usando no momento precisa ser barata. Então, o que está incluído no custo associado à coleta de métricas? As licenças para o software estão incluídas? Você está olhando para as horas gastas pelas pessoas coletando medidas? Esta declaração deprecia o valor de medir o desempenho. Quando você começa a medir algo, a melhor coisa a ter em mente é se o valor obtido da melhoria associada à métrica supera o custo de coletá-la. Essa declaração aberta é um bom princípio, mas, assim como nossa primeira declaração, é bastante ambígua.

■ Meça apenas o que é importante. Outro ponto ambiguo, concorda? Como você sabe o que importa? Quando você deve começar a medir novas coisas e quando você para de medir outras indicadores? Como essas são perguntas difíceis, as métricas acabam sendo jogadas no esquecimento. Por que as equipes ágeis lutam com a medição quando poderiam estar fornecendo valor. Uma formulação melhor seria “meça tudo e descubra por que as métricas mudam inesperadamente”.

■ Depois de realizar as medições, o que fazer com os dados coletados? Que caminhos seguir? Como saber se está sendo tomada as decisões corretas? Ter um plano, ainda que macro, do que medir, porque medir e o que fazer com as medições realizadas faz parte de um processo, que, se não for bem organizado, pode trazer grandes problemas e fazer com que os envolvidos no processo percam a confiança no trabalho.

■ Se faz necessário ficarmos atentos para que as métricas não se tornem as metas a serem atigindas. Não é este o objetivo das métricas. Elas, as métricas, servem para avaliar o sistema de trabalho, o fluxo, e fornecer insumos para a correta tomada de decisão para se realizar uma intervenção de melhoria geral do sistema. O risco de condicionarmos as métricas às metas estabelecidas é fazer com que todo o trabalho realizado seja focado em antingir metas, mesmo que estas metas não sejam as melhores ou não tenham foco em entregar uma solução definitiva para os problemas do cliente.

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