Lançamento SCPM dia 08/02/2012

     Boa noite!

      Já confirmamos com a Rússia o lançamento do Spider CPM. Novos links para áreas úteis foram criados no aplicativo e as últimas traduções foram concluídas.

     Por conta do fuso horário, a versão final com o instalador estará disponível a partir de amanhã, dia 08/02/2012.

     Hoje no trabalho fiz um teste de campo com o Spider muito interessante: Baixei 33.500 linhas de um sistema ERP com informações de Notas Fiscais emitidas e importei para o Spider; baixei 2.500 pedidos de compra de um dos vários projetos e importei para o Spider; cruzei ambas as informações e transformei em atividades no Spider…

     E agora? O que dá para fazer com tudo isso?

     Com uma EAP montada pelas propriedades da tabela, reuni todas as notas fiscais e pedidos de compra relacionados a um projeto em andamento e criei uma curva S não só com as Notas Fiscais já pagas, mas também com as futuras entregas para o projeto. Tenho agora o fluxo já realizado e por realizar dos CUSTOS por insumos. Posso inclusive comparar datas de emissão de pedido e chegada dos materiais e criar um relatório com grupos de prazos médios: Rolos levam de 80 a 100 dias, Talhas levam mais de 100 dias, material elétrico em geral ao redor de 45 dias… Esta categorização por grupos de insumos irá me permitir adiantar em um próximo projeto os tempos de fornecimento ao cliente baseado em médias de projetos anteriores, com uma análise visual e com acompanhamento histórico de dados que no ERP eram apenas uma tabela de números e datas.

     A tabela pode então ser incrementada com grupos de insumos que serão usados na fábrica antes de termos equipamentos para serem remetidos à obra e outros que vão direto, provendo então para as equipes de campo um agendamento para a chegada dos insumos que podem ser vinculadas à tarefas em campo, facilitando o planejamento dos pacotes de trabalho das equipes remotas …

     O impressionante foi gerar relatórios diversos com uma carteira de mais de R$ 50.000.000 em investimentos em diversos projetos e tirar relatórios esperados pela área Administrativa e Financeira há anos, tudo isso em uma tarde de trabalho e uma licença GRATUITA do Spider Project.

     Espero que o Spider finalmente ganhe a atenção que merece!

 

Um abraço,
Peter Mello

Considerações sobre a EAP

 

     O livro “O Mapa da Mina” é uma publicação piloto para uso dos recursos de impressão sob demanda do Clube dos Autores.

     Com alguma surpresa, encontrei o livro copiado no SCRIBLE e como ele de fato é de distribuição livre (em sua versão digital), resolvi passar para este blog o link para o livro.

Leia o Livro
Considerações sobre a EAP e Cronogramas


Veja o Índice

Considerações sobre Hammoks e Exemplos aplicados

     No Practice Standard of Scheduling (publicação do PMI®), uma hammock é colocada como sinônimo de tarefas-sumário e deveriam, portanto reunir informações sobre a duração das atividades a ela vinculadas.

     O termo hammock surgiu muito antes do standard e tem implementações com funções mais completas em softwares como o Primavera e Spider.

     Como mecanismo básico, a hammock é “presa nas pontas” por outras atividades distribuídas no projeto e portanto passa a ter a duração da rede entre as atividades que “esticam as pontas da hammock”. O nome “hammock” corresponde a outro tipo de rede: aquela de dormir, como as que vemos no Ceará ou nos barcos de transporte do Amazonas.

     Uma hammock portanto pode ser uma sumarizadora de atividades que estão em distintas partes de uma EAP. Diferente da Tarefa-Sumário como encontramos no MSProject, ou as “Fases” no Spider, a hammock pode ser influenciada por elementos distribuídos por todo o projeto, sem uma hierarquia pré-definida.

 

O texto completo contém:

- Ilustrações de diferentes tipos de hammock.
- Aplicação na distribuição de atividades de projeto.
- Cálculo de desperdícios.
- Simulação de opções de nivelamento em projeto.

 

Abra o texto completo em PDF em:
[link ainda não disponível em função das mudanças do site do Spider Team]

Tarefa Hammock (Debate) – Parte II

Antes de continuar, algumas considerações:

1- Este material surgiu em função de um debate na lista da E-Plan.
2- Você pode visualizar a parte I do Debate (Clicando aqui)
3- Você pode saber mais sobre o tema abortado – Hammocks & Exemplos aplicados – (Clicando aqui)

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Carta de Farhad Abdollahyan sobre Hammocks:

 

     Caro Peter,

     Para começar, no exemplo não sei de onde vem a Corrente Critica (30 dias)!!! E depois o 25 dias, dado que as atividades supostamente tinham 10 (C) e 20 dias (A, B e D) de duração!

     Dependendo da maneira que nivelarmos o projeto, passamos de 40 dias sem nivelamento para 50 ou 60 dias, dado que o caminho crítico sem nivelamento é Início-A-B-Fim. (0+20+20+0). Se colocarmos uma prioridade maior no C, o MS Project nivelará a atividade A e teremos:

“corrente crítica” = (C)Farhad 10 + (A) Farhad 20 + (B) Peter 20 = 50

Senão teremos

“corrente crítica” = (A) Farhad 20 + (B) Peter 20 + (D)Peter 20 = 60

     Em segundo lugar, creio que está cometendo um erro crasso de conceito e outro de entendimento do problema!

     Quando escreve que “Se eu prender uma atividade HAMMOCK em INICIO e FIM e colocar FARHAD e Peter como recurso utilizado nela” não faz menor sentido. Uma atividade “Hammock” ou “Summary Activity” é “um grupo de atividades do cronograma agregadas, relacionadas em algum nível de resumo e exibidas/relatadas como uma única atividade no nível de resumo”, em outras palavras, uma Hammock não é uma atividade de verdade, é apenas uma sumarizadora, portanto, não devemo alocar recurso nela diretamente.

     Para criar uma HAMMOCK, criamos um marco de início e um de fim e relacionamos logicamente as atividades desta sub-rede (ou sub-projeto) e temos uma hammock. No MS Project conseguimos este efeito criando uma indentação, e o SW demonstra uma barra preta variável (como você disse) cujo início tem uma relação início a início com a primeira atividade da rede e o seu ponto final tem uma relação término a término com a última (no seu exemplo “início” e “Fim” respectivamente).

     De certa forma, representa o pacote de trabalho.

     O outro erro seu é que recomenda uma atividade sumarizadora para o colega que tem dois grupos de atividades distintas:

     (1) Atividades que irão produzir as entregas propriamente ditas, e (2) Atividades de fiscalização e apoio que não geram entregas tangíveis.

     Se indentar as atividades principais e criar a super guarda-chuva (HAMMOCK) não irá resolver o problema do colega, pois o que ele quer realmente é poder inserir atividades de fiscalização e apoio.

     E não se trata de questão de SW, pois para dizer a verdade, o MS Project até permite associar recurso a esta atividade sumarizadora (e calcularia os custos como o colega quer), mas este macete tem dois problemas: (a) MSP soma os custos das atividades de sub-rede com os custos dos recursos alocados diretamente na Hammock e mostra tudo no Hammock, isto pode confundir! (b) Da mesma forma que não é correto colocar predecessor ao nível da Hammock, não devemos também alocar recurso no Hammock.

Abraço,

Farhad

 

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Peter Mello, em resposta a carta:

 

      Farhad,
      Meu erro foram as unidades. Eu comecei com a unidade DIA e depois coloquei o custo HORA. Onde eram 20 e 10 dias, eu fiz o exercício com 10 e 5 dias (portanto basta dividir os seus achados por 2 para acertar com meu erro de unidades).
O raciocínio está correto e os resultados (ajustados) também:
- seus 60 dias seriam os meus 30
- seus 50 dias seriam os meus 25.
- o valor hora é de fato R$ 1,25 (para dar os R$ 10,00 por dia que usei nas minhas contas)
No entanto:

      A) O MSProject precisa que você faça ajustes manuais durante o nivelamento para achar o melhor resultado. Se você tiver 4 ou 40 atividades, vai conseguir fazer a priorização correta e ter um bom retorno. Se tiver 400 ou 4000 atividades, não pode depender de priorizações manuais para encontrar o melhor nivelamento
      B) O MSProject não mostra a corrente crítica. Apenas coloca em vermelho os elementos pertencentes ao caminho crítico CPM e portanto todas as folgas não tem qualquer utilidade.
      Quanto aos usos da HAMMOCK:
      - A descrição da Hammock no Practice Standard of Scheduling nasceu DEPOIS das hammocks serem inventadas e aplicadas em diversos softwares. Não é por que o Practice Standar diz que a hammock só pode ser utilizada para A, B ou C que ela também não possa ser usada para D, E ou F. No entanto, a regra MÍNIMA estabelecida para uma hammock é que ela seja capaz de agregar durações provenientes das atividades que ela sumariza. No Standard, tarefa sumário e hammock são sinônimos, o que não é exato. A hammock se presta a sumarizar atividades que não estão em subitens da mesma decomposição da EAP, enquanto a tarefa sumário está sempre presa a estrutura hierárquica da decomposição.
      - Por estas “funções extras” da hammock que não estão no Practice Standard e nem no MSProject, mas estão no Primavera e no Spider é que a hammock se presta exatamente ao que o colega quer, durante sua análise de fiscalização.
     - Você sabia que durante o preparo do Practice Standard houve uma votação para ver se “cronograma nivelado por recurso” deveria entrar ou não no Standard? Como a base dos desenvolvedores é americana e eles usam CPM e prestam pouca atenção a CCPM ou qualquer método que faça nivelamento adequado de recursos, cronogramas baseados por recursos quase não foram contemplados no Practice Standard.
     - Se isso tivesse acontecido, isso iria fazer com que as pessoas que utilizam corrente crítica ou resource critical path deixassem de usar ? O standard não é prescritivo e sim descritivo.
Vou preparar um PDF com tudo, para você ver como funciona.

 

Abraços,
Peter.